Author: Maldonado
•12/23/2009 10:00:00 PM


Não sou fã da época natalícia, mas, para quem a aprecia, desejo um feliz Natal cheio de amor e carinho na companhia dos que vos são caros.
Espero que recebam muitas prendas e comam muitos doces, mas com moderação, pois o castrol não perdoa…
Author: Maldonado
•12/22/2009 12:05:00 AM



Depois da famosa polémica de Saramago, Ágora é um filme que vem mesmo a propósito, pois aborda brilhantemente um tema que é caro a qualquer mente progressista: a intolerância religiosa.
De facto Alejandro Amenábar tem demonstrado ser um realizador bastante talentoso, capaz de explorar temáticas controversas com sobriedade, convidando assim a uma profunda reflexão sobre questões sensíveis da actualidade.

1. Ágora é um épico cuja acção se situa em Alexandria, durante o declínio do Império Romano, entre o fim do séc. IV e o início do séc. V d.C., tendo como pano de fundo o conflito entre o cristianismo e a cultura helénica.
Retrata a vida de Hipátia (Rachel Weisz), prestigiada filósofa, matemática e astrónoma que leccionava na Biblioteca de Alexandria e que foi barbaramente assassinada por uma turba de fanáticos cristãos, com o beneplácito da Igreja.
Na primeira parte do filme é mostrada a escola de Hipátia, onde esta, sem qualquer distinção de credo, ensinava aos discípulos os principais fundamentos da Astronomia e da Filosofia, tornando-se assim alvo do ódio dos cristãos, que na época já eram maioritários e tinham grande influência na sociedade e na política romana.
A segunda parte expõe as tensões entre cristãos e pagãos, as quais culminaram na destruição da Biblioteca de Alexandria por parte dos primeiros, que consideravam a sabedoria clássica inimiga da doutrina da Igreja, tendo-se perdido para sempre grande parte do conhecimento da Antiguidade.
Inexoravelmente Hipátia acaba por ser envolvida nessas lutas religiosas e num trágico dilema amoroso, entre a paixão de Orestes (Oscar Isaac), ex-discípulo e Prefeito da cidade, e a de Davus (Max Minghella), escravo e cristão.

2. O filme de Alejandro Amenábar é um ousado libelo contra o fundamentalismo, pois, com a devida objectividade histórica, mostra o fanatismo dos primeiros cristãos, cuja religião passou de perseguida a perseguidora dos pagãos, e posteriormente dos judeus. Aliás, quem conhece bem a História, encontrará semelhanças entre a destruição da Biblioteca de Alexandria e a Bücherverbrennung, entre a perseguição e o massacre dos judeus de Alexandria e a Noite de Cristal, entre a prática dos Parabolani e a dos Talibans…

3. Cirilo, bispo de Alexandria (Sami Samir), o qual mais tarde foi proclamado Santo e Doutor, encarna a sede de poder e o obscurantismo, que desde sempre estiveram presentes na Igreja quando o cristianismo se tornou na religião oficial do Império Romano.
Hipátia representa a liberdade de pensamento e a emancipação feminina, princípios esses que nunca tiveram acolhimento nas religiões judaico-cristãs.
Ambas as personagens simbolizam o conflito entre a nova sociedade romana, dominada pelo cristianismo, e a antiga, regida pelo helenismo.

Quem aprecia a Antiguidade, com certeza que irá gostar imenso da super-produção histórica de Alejandro Amenábar, pois, além de ser bastante tocante, conta com um fabuloso casting europeu. Palavras para quê?
Author: Maldonado
•12/14/2009 12:00:00 AM


É como na religião: quanto pior vive um homem ou quanto mais desamparado ou mais pobre é todo um povo, mais obstinadamente ele sonha com a recompensa no paraíso!

Author: Maldonado
•12/12/2009 08:00:00 PM


Que mania que a nossa Banca tem de se armar em vítima da intervenção do Estado!
Estas infelizes declarações evidenciam uma descarada falta de hombridade da parte da Banca nacional, a qual, quando lhe convém, gosta de se demarcar da conjuntura económica global. Se fosse assim tão diferente da Banca anglo-saxónica, nunca teria sofrido os efeitos da crise internacional, logo, não teria necessitado das injecções de capital do Estado. Penso eu de que!
Além disso, se a nossa realidade bancária fosse tão diferente da dos EUA e da Grã-Bretanha, não existiriam bancos zombies, como o BPN e o BPP, os quais já receberam milhares de milhões de euros de ajudas do governo e continuam cada vez mais a afundar-se.
Esta crise mundial foi gerada pela incomensurável ganância da Banca, por isso está na hora dos bancos começarem a pagá-la.
Praticamente somos propriedade deles, os quais nos esmifram até ao tutano, pois quem não nasceu em berço de ouro, para poder ter alguma qualidade de vida, tem de necessariamente recorrer ao crédito.
Se os bancos receberam apoio a fundo perdido do Estado, é justo que este procure impedir certos abusos por parte daqueles, pois não se admite que o dinheiro dos contribuintes sirva para premiar e financiar a incompetência das mentes brilhantes que provocaram este colapso financeiro, bem como evitar que futuramente se repitam mais crises desta envergadura.
Os apologistas do neo-liberalismo que vão levar no cu, pois está mais que demonstrado que o capitalismo sem regulação é uma autêntica selvajaria!
Author: Maldonado
•12/03/2009 12:00:00 AM
bill kaulitz totally looks like cher
Author: Maldonado
•11/29/2009 12:00:00 AM
PSEUDO-INTELECTUAL


(Clicar)

Author: Maldonado
•11/26/2009 12:00:00 AM
Helen Hunt Totally Looks Like Leelee Sobieski
Author: Maldonado
•11/24/2009 12:01:00 AM
Author: Maldonado
•11/22/2009 12:00:00 AM
(clicar)
Author: Maldonado
•11/21/2009 07:00:00 PM



Sensibilizou-me bastante esta reportagem fotográfica, quase ao estilo dum reality show, que descobri hoje aqui.
Foi efectuada pelo The Denver Post e registou ao longo de 27 meses a experiência pessoal de Ian Fisher, um jovem natural do Colorado, desde a incorporação no Exército até ao regresso a casa, passando pela missão no Iraque.
Quem passou pelas fileiras, decerto que não estranhará estas fotos…
Author: Maldonado
•11/21/2009 12:01:00 AM


Da esquerda para a direita, Fidel Castro, Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre e Che Guevara (Cuba, 1960).
Author: Maldonado
•11/20/2009 12:02:00 AM


Os grunhos são iguais em toda a parte, pois, além de primarem pela falta de inteligência e de bom senso, gostam de se arvorar em porta-estandartes da moral e dos bons costumes da nação.
Pululam pela blogo, onde, por meio dum reiterado discurso racista, xenófobo e homofóbico, proclamam o ódio contra quem seja diferente deles. Têm uma mente de tal modo fossilizada que são incapazes de expor uma argumentação racional e coerente sem recorrerem ao insulto e à calúnia. Para eles a realidade é imutável, reduzindo-se apenas aos valores do passado, os quais radicam em questionáveis princípios religiosos.
Posto isto, deixo aqui um excerto do discurso proferido por George Wallace, um político americano ultra-conservador e racista, aquando da sua tomada de posse como governador do Alabama, em 1963:


“It is very appropriate that from this cradle of the Confederacy, this very heart of the great Anglo-Saxon Southland, that today we sound the drum for freedom as have our generations of forebears before us time and again down through history. Let us rise to the call for freedom-loving blood that is in us and send our answer to the tyranny that clanks its chains upon the South. In the name of the greatest people that have ever trod this earth, I draw the line in the dust and toss the gauntlet before the feet of tyranny, and I say segregation now, segregation tomorrow, segregation forever.” [Wikiquote]


Qualquer semelhança com a mentalidade dos grunhos homofóbicos da blogo que defendem a realização dum referendo sobre a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo não será mera coincidência…